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Archive for the ‘economia’ Category

Para que servem os economistas?

March 2nd, 2009 2 comments

Eu gosto de gente sincera e de papers que questionem o pensamento corrente de dentro do próprio pensamento corrente. Leiam isso

“We believe that economics has been trapped in a sub-optimal equilibrium in which much of its research efforts are not directed towards the most prevalent needs of society. Paradoxically self-reinforcing feedback effects within the profession may have led to the dominance of a paradigm that has no solid methodological basis and whose empirical performance is, to say the least, modest. Defining away the most prevalent economic problems of modern economies and failing to communicate the limitations and assumptions of its popular models, the economics profession bears some responsibility for the current crisis. It has failed in its duty to society to provide as much insight as possible into the workings of the economy and in providing warnings about the tools it created. It has also been reluctant to emphasize the limitations of its analysis. We believe that the failure to even envisage the current problems of the worldwide financial system and the inability of standard macro and finance models to provide any insight into ongoing events make a strong case for a major reorientation in these areas and a reconsideration of their basic premises.”

Em resumo. Para que serve este pessoal de economia que trabalha com modelos falhos, não pesquisa o que importa e não tem um registro de sucesso razoável? Para que servem estes economistas?

The Financial Crisis and the Systemic Failure of Academic Economics, by David Colander, Hans Föllmer, Armin Haas, Michael Goldberg, Katarina Juselius, Alan Kirman, and Thomas Lux

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Um outro ponto de vista do Fernando Blanco

Categories: economia

Power to the people – Shanzai

February 27th, 2009 No comments

Uma vez escrevi um texto chamado Power to the people (aqui). Nele comento a queda no valor dos meios de produção, permitindo uma nova classe de trabalhadores criativos.

Vi hoje no blog do Bunnie (já comentei dele antes aqui em uma coluna para o Forum PC´s) uma matéria sobre um movimento na China chamado Shanzai. Eles são rebeldes, individualistas, underground e auto-empregados. São eles que fazem estes celulares com dois sim-cards, celular com TV, cópias de iPhone etc etc etc. Grupos de algumas dezenas até algumas centenas. Alguns altamente especializados em pontos específicos da cadeia de produção. Um grupo de 250 produz 200.000 celulares/mês com um grande mix na produção (Toyota rulez)

Leia a matéria, eu sempre me perguntei a origem destes eletrônicos sui generis que vemos em locais como Santa Ifigenia, 25 de Março, Feiraguai etc. A parte mais importante e interessante da matéria é:

“I always had a theory that at some point, the amount of knowledge and the scale of the markets in the area would reach a critical mass where the Chinese would stop being simply workers or copiers, and would take control of their own destiny and become creators and ultimately innovation leaders.”

A china alcançou uma massa crítica de conhecimento, acesso a meios de produção, oferta de mão de obra, conhecimento e matéria prima que permite iniciativas como esta. Se o caldo de cultura estiver correto, o próximo silicon valley pode aparecer lá.

Leia o posto do Bunnie em  Tech Trend: Shanzai. Leia os comentários, veja a discussão de Bunnie com outras pessoas sobre o modo de produção (fábrica no andar superior, loja no térreo), custos de produção etc.

Veja mais ChinaTology, parece que a Wired vai sair com uma matéria sobre o assunto.

20% mais ricos…

December 22nd, 2008 1 comment

“Favor não esquecer que, no Brasil, quem consegue ganhar R$ 10 por dia está entre os 20% mais ricos.”

José Paulo Kupfer sobre a nova classe média.

Categories: economia

me too OR NOT me too???…

November 20th, 2008 2 comments

Este foi um título de uma mensagem de Silvio Meira em uma lista da Sociedade Brasileira de Computação. Em uma excelente provocação que questiona se a gente sempre vai ficar esperando um modelo de fora (que muitas vezes não funciona) ou se a gente vai inovar (não dizem que brasileiro é criativo?) em modelos de gestão, politicas públicas etc.

Quando o Sr. Bautista Vidal ajudou a conceber o Pró-Alcool, ele não se baseou em nenhum modelo estrangeiro. Ele simplesmente fez uma análise da nossa realidade e propôs algo adequado ao nosso país.

Quando Edmar Bacha, Persio Arida e André Lara Resende (entre outros) criaram as bases do Plano Real, eles tiveram como partida uma tese de doutorado brasileira feito no MIT que identificou uma das características únicas na nossa inflação (inflação inercial) e criou a moeda intermediária (URV) para eliminar esta característica do processo. O plano que eles criaram, NÁO TEVE AVAL DO FMI!. Se a gente ficasse esperando um modelo, uma autorização, talvez ainda estivéssemos com as taxas inflacionárias daquele período.

O que eu pergunto é: porquê este sentimento de segunda categoria (complexo de vira lata) que não nos permite tomar a iniciativa e ousar algo diferente? porquê sempre procurar um modelo para cópia (e não como referência) externa?

Semana passada estava apresentando uma proposta. Ao final alguem perguntou “aonde no mundo já se fez algo semelhante?”. A minha resposta foi: “a proposta não é válida ou você está procurando um conforto na tomada de uma decisão difícil?”

Segue o texto original do silvio meira:

concordo e assino embaixo do que o palazzo disse.
o brasil tem MANIA de ME TOO.

*vou fazer mais do mesmo que todo mundo faz*.
e ai, neste caso, seguir gente grande e ROUBADA. sempre.
o negocio, como se sabe, NAO e ir ATRAS da bola, mas correr pra onde a bola VAI ESTAR. perguntem a quem sabe jogar. me too e ATRAS da bola…

como a gente faz, como pais, quando tenta implementar POLITICAS de paises mais ricos/sofisticados com uma DECADA ou mais de atraso… quando as vezes elas NEM DERAM CERTO por la.

e PRECISO INOVAR. inovacao e a UNICA fonte de aumento SUSTENTADO de COMPETITIVIDADE. ta cheio de gente chegando, recem-doutor, num lugar qualquer e querendo montar SEU laboratorio, exatamente como tinha na sua instituicao de doutoramento, pra continuar *publicando* na *sua* area. mais do mesmo é isso aí mesmo. e ai sempre se vai muito perto. muito mais perto do que se poderia ir.

precisamos OLHAR, VER, ESCUTAR, OUVIR e ENTENDER o contexto. como os 500 milhoes de reais pra inovacao nas EMPRESAS so este ano, na finep, a fundo perdido, no edital de subvencao. UM PAIS MUDANDO ao nosso REDOR. e a gente querendo fazer MAIS DO MESMO. ano que vem tem mais. muito mais. fala-se em 700M.

me too, tambem, é tipo mais de uma duzia de candidatos pra tres vagas no CIN/UFPE. legal pro cin, pode escolher MUITO bem. mas é mais do mesmo.

cade as propostas revolucionarias, de centros inovadores, em INFORMATICA PRO AGRONEGOCIO, pais afora? quantos de nos ja rodaram mato grosso de CARRO, pra sentir o tamanho da demanda?… [so pra dar um exemplo?...]

movamo-nos. sempre e tempo. tempus fugit. ao ives de reclamar da FORMA dos concursos, CARPE DIEM. inventemo-nos. vamos criar um OUTRO mundo, se o que ai esta NAO nos serve. e… [como diz palazzo -e a minha vó amara] YES, we CAN!

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Categories: economia, inovacao

Sabe qual foi o produto mais exportado pelos EUA neste século?

November 1st, 2008 No comments

Dívida. Leia mais no excelente blog do Fernando Blanco.

aqui

Categories: economia

Como aconteceu o subprime (e CDS etc)

October 27th, 2008 No comments

Categories: economia

R.I.P Good Times

October 10th, 2008 1 comment

Apresentação da Sequoia Capital (Google, NetApp, PayPal, Apple etc hall of fame) para as empresas do seu portfolio.

Categories: economia