Como precificar software
Um livro curto, porém útil do Neil Davidson (Business of Software conference hall of fame). Pode comprar na Amazon ou fazer o download gratuito da versão PDF. Recomendo.
Violentamente Pacífico – Bairro da Paz
“Se nós invertessemos os papéis, colocassemos aqui aqueles que se tem como mais claro, a elite, aqueles que se tem como sofisticados, civilizado, passasse fome mano, fosse rejeitado, fosse excluido, pagasse tudo e não tivesse acessibilidade. O brother, a tudo e todas as coisas como eles seriam? Qual seria o exemplo deles?”
“Outro fator prepoderente na parada que me deixa irritado que nos fazer perder o equilibrio é os caras que deveriam ser punido com contundencia, como está escrito na palavra que eu esqueci. Que os mestres quando vaciliam, quando os que tem mais quando vacilam devem receber duro castigo como exemplo, os caras tem imunidade parlamentar e isenção de impostos.”
“Imaginem, imaginem quando todos nos resolvermos ajustarmos as nossas contas. Imaginem quando só a título de bairro da Paz, 77.000 pessoas, resolverem montar uma quadrilha pra ir buscar o que é nosso”
“Nos estamos nos organizando para reinvididcar pacificamente para sermos violentamente pacifico e resistir pacificamente, se instrumentalizando neste aspecto, se politizando, se profissionalizando para ensinar a vocês da elite, a vocês mauricinhos, a vocês patricinhas e até mesmo pobre misseráveis do gueto”
Quem pode mudar o mundo?
De uma conversa com Roberto Pinho (As Coisas) sobre um post do Luis Nassif (Os grupos de inovação e o maniqueísmo político) veio uma lembrança dele na série The West Wing.
President Josiah Bartlet: Never doubt that a small group of thoughtful committed citizens can change the world. Do you know why?
Will Bailey: Because it’s the only thing that ever has.
Bola pra frente.
Camera de Vídeo 360
Ultimamente está saindo nos blogs uma câmera de vídeo de 360º. No meu mestrado eu fiz exatamente uma câmera desta. Olha o protótipo aí do lado. Ela se conecta ao computador via uma conexão firewire e o computador realiza a fusão das 5 imagens que são capturadas individualmente pela câmera.
A aplicação original que eu pensava para esta câmera era captura de reuniões (estilo RingCam da Microsoft). Interessante que o pessoal da empresa que o vídeo foi divulgado está filmando festas.
Para quem for realmente curioso, você pode baixar a dissertação aqui (pdf 900k).
Controle é inútil. Software Engineering: Dead?
Tom DeMarco (Structured Analysis / Peopleware / IEEE Fellow hall of fame) publicou um texto na IEEE Software de Julho e Agosto (Software Engineering: An Idea Has Come and Gone?). No final? Ele se diz desconfortável com a frase “You can´t control what you can´t measure”. E coloca como contraponto softwares maravilhosos como GoogleEarth ou Wikipedia que foram criados sem muito controle.
Se eu fosse colocar em termos de ciência, lembre-mos de Popper. Precisamos de somente um contra-exemplo para derrubar uma teoria. Neste caso o próprio DeMarco nos dá dois bons exemplos contra a frase dele.
Controle é relativamente inútil, pois não é indústria e sim artesenato. Algumas coisas não podem ser simplesmente medidas (ele compara com a educação de um adolescente e não vamos nos esquecer desta outra discussão que tivemos neste blog – Balanced Scorecard, Métricas de Software, PNQ, ISO, CMM. Você acredita?). No final ele acaba afirmando que software foi e sempre será experimental. E ele prescreve uma metodologia de desenvolvimento um tanto quanto parecido com as metodologias ágeis.
Sempre tive um pé atrás com o pessoal de Engenharia de Software in Asteroids. E sempre percebi que as pessoas que mais profetizavam esta Engenharia de Software era quem menos escrevia Software.
O Coding Horror faz um bom texto sobre o assunto.
Aulas de Richard Feynman
Richard Feynman foi um homem fantástico. Tudo que eu li sobre ele até hoje (comecei pelo “O senhor está brincando, Sr. Feynman“) o torna uma pessoa admirável. Feynman trabalhou no projeto Manhattan aonde ele sempre sacaneava (este é o termo correto. uma das piadas dele era abrir os cofres, roubar alguns documentos secretos e escrever “adivinha quem…”) com o pessoal da segurança. Enquanto ele não estava trabalhando nos seus famosos diagramas (Path Integral Formulation), ajudando na eletrodinâmica quantica, trabalhando com superfluidos, ou avançando a física de partículas ele poderia estar:
- Tocando bongo em algum clube;
- Recebendo uma foto autografada de uma stripper que era estudante de física;
- Fumando maconha com o vizinho que era lixeiro; (isso fala muito sobre a distribuição de renda nos EUA naquela época)
- Ajudando a descobrir a causa da explosão da Challenger (com uma demonstração simples e genial da causa)
- Escrevendo um apêndice com as suas observações pessoais sobre o acidente da Challenger que começa assim: “It appears that there are enormous differences of opinion as to the probability of a failure with loss of vehicle and of human life. The estimates range from roughly 1 in 100 to 1 in 100,000. The higher figures come from the working engineers, and the very low figures from management.”
- Ou simplesmente dando aula para alunos de primeiro ano na Caltech.
Estas aulas ficaram tão famosas que viraram 3 livros (Feynman Lectures on Physics). Em 1950 algumas destas aulas foram gravadas pela Universidade de Cornell. 20 anos atrás, Bill Gates estava de férias e assistiu uma destas aulas. Soube que todas tinham sido gravadas. Resolveu os problemas de direitos autorais, entregou para o pessoal da MS Research e disponibilizou todas gratuitamente.
Eu acho que a possibilidade de assistir aulas com os melhores professores do mundo vai revolucionar de forma definitiva a educação. Tenho um amigo que é um excelente professor de direito. Dá aula via satélite para o Brasil inteiro. Eu não acreditava em ensino desta forma até discutir a experiência com ele. Porquê (este porque do lado está correto? meu professor de português nunca conseguiu me chamar a atenção…) ter aula com um professor mediano se você pode ter acesso ao melhor?
Vejam as aulas do Feynman aqui. Thanks Gates.
Comentário de Ricardo Freire
Velhinho, aqui vai mais uma munição para essa sua cruzada pela educação de alto nível: este mesmo cabra ensinou no Rio por 3 anos (acho), nos anos 50. Sabe qual a impressão dele sobre os alunos brasileiros, então os melhores do Brasil (o Rio na época era o centro do conhecimento da física no Brasil)? O aluno brasileiro era “incapaz de pensar por si próprio”, tinha “vergonha de questionar”, se limitava a “anotar tudo que era dito em sala”. Resumindo, ele achava que estava pregando no deserto. Ele ficou PROFUNDAMENTE decepcionado com o baixo nível dos alunos do Brasil. Essas informações eu li há muito tempo num dos livros dele (tenho alguns). Seria interessante vc pesquisar isso e levar o tema adiante: HOJE A ACADEMIA ESTÁ MELHOR DO QUE NAQUELA ÉPOCA? SERÁ QUE APRENDEMOS A APRENDER?
Bahia no pódio da RoboCup
Pessoal do Bahia Robotics Team da UNEB ficou em 3o lugar na classificação geral da liga de demonstração Mixed Reality, na copa do mundo de futebol de robôs – RoboCup 2009 – em Graz, Áustria. Desde a sua criação em 1997 foi a PRIMEIRA vez que uma equipe brasileira vai para o pódio no ranking final de uma liga.
Veja detalhes aqui: http://www.acso.uneb.br/acso/index.php?n=Main.Noticia025
Parabéns ao pessoal!
Que venham os imigrantes.
Já comentei aqui anteriormente sobre a preocupação dos EUA na sua capacidade de retenção de talentos. Antes um bom percentual dos melhores cérebros do mundo iam para os EUA fazer cursos de pós graduação e posteriormente 80% destes ficavam por lá, GERANDO RIQUEZA LÁ.
Neste texto “America’s Secret Innovation Weapon: Immigration” o autor tem uma lógica extremamente simples para incentivar a imigração. Considerando que os físicos das 25 melhores universidades nos EUA estão dev 3 a 4 desvios padrões em inteligência acima da média (use o critério que quiser, SAT , QI etc), estamos falando de pessoas que ocorrem na proporção de 1/5.000 ou 1/10.000 em relação a população.
Então os EUA tem na sua população nativa algo em torno de 60.000 pessoas com estas características, porém no mundo existem algo em torno de 1.28 milhões. Não criar mecanismos para atrair estas 1,28 milhões é no mínimo burrice. Não se esqueçam: É UMA BRIGA POR CÉREBROS.
E estas pessoas não irão concorrer com os empregos tradicionais. Elas estão imigrando atrás de uma categoria de empregos que não existe no local de origem delas. O desafio é criar no local de destino [brasil? bahia?] este tipo de emprego que normalmente vem atrelado a muita riqueza.
Caso umas 10.000 destas pessoas queiram vir ao meu estado, eu não estou preocupado em perder o meu emprego. Eu estarei mais preocupado em me alinhar com as oportunidades que irão aparecer com tamanho fluxo de capacidade. Não é mais do mesmo é algo NOVO.
Helio Jaguaribe na Revista FAPESP
“O senhor, aliás, afirma que os grandes problemas do Brasil são fruto de uma crise ética.
Esse é um problema muito complicado porque tem raízes estruturais e circunstâncias ocasionadoras de um agravamento ou, o contrário, de uma melhora. O problema da crise ética tem muito a ver com cultura. Os países de cultura católica têm tendência à crise ética. Os países de cultura protestante têm tendência a uma afirmação ética mais nítida, porque o protestantismo é uma opção ética, e não ideológica, e o catolicismo é uma opção ideológica, e não ética. Aí entra uma formação de base que será permanente; católico ou não na prática, o Brasil será sempre católico na cultura e nessa medida haverá sempre um problema ético, que é típico das culturas católicas. Situações como o descrédito do Congresso e dos políticos não podem ser modificadas por gritas da opinião pública, mas apenas pela reforma do processo político. Nós tivemos capacidade de formar uma competente elite empresarial, uma razoável elite cultural e não tivemos capacidade de formar uma boa elite política. Então há uma falha no processo brasileiro, que é o fato de que a política não está mobilizando pessoas adequadas, mas sim oportunistas.”
Se você gosta de ciência assine a Revista FAPESP. Melhor relação custo benefício que eu conheço. Veja o resto da entrevista que você lê na integra aqui.
