Alguém pode me explicar qual a lógica de uma sociedade uniprofissional de advogados ser tributada por valores fixos? (ex: 1.713,84 para três advogados = 571,28/advogado/mês. ). O faturamento equivalente seria de 571,28/5% = 11.420,00. Quem está reclamando ganha mensalmente mais do que R$ 11.420,00. Qual a razão de uma sociedade uniprofissional de advogados ter este privilégio e um professor de pós graduação que é contratado via PJ não ter este benefício? Ou qualquer outro consultor? A lei não deveria ser igual para todos?
A minha única resposta para isso é lobby de um setor da sociedade muito organizado.
Na mesma linha, qual o benefício para a sociedade das concessionárias de automóveis pagarem 3% de ISS? Serviço de manutenção de automóvel não tem nenhuma concorrência externa. Nenhuma pessoa vai sair de SP para consertar o carro em Salvador por causa de uma diferença de 2% na fatura, então qual a lógica de beneficiar este setor?

Acho que não precisa desenhar. Com esta imagem do departamento de transporte de Munich fica clara a razão que a solução para transporte de massa nas cidades não é construir mais viaduto, alargar ruas ou mais avenidas. É tirar todo mundo dos seus transportes privados e colocar em transporte público de massa (ou bicicletas). Tem que tornar o uso do transporte privado ineficiente do ponto de vista econômico (rodízio, pedágio urbano, IPVA mais caro etc) e atacar de forma séria o transporte de massa (O metrô de SSA é exatamente como este assunto não deve ser tratado)
“O senhor, aliás, afirma que os grandes problemas do Brasil são fruto de uma crise ética.
Esse é um problema muito complicado porque tem raízes estruturais e circunstâncias ocasionadoras de um agravamento ou, o contrário, de uma melhora. O problema da crise ética tem muito a ver com cultura. Os países de cultura católica têm tendência à crise ética. Os países de cultura protestante têm tendência a uma afirmação ética mais nítida, porque o protestantismo é uma opção ética, e não ideológica, e o catolicismo é uma opção ideológica, e não ética. Aí entra uma formação de base que será permanente; católico ou não na prática, o Brasil será sempre católico na cultura e nessa medida haverá sempre um problema ético, que é típico das culturas católicas. Situações como o descrédito do Congresso e dos políticos não podem ser modificadas por gritas da opinião pública, mas apenas pela reforma do processo político. Nós tivemos capacidade de formar uma competente elite empresarial, uma razoável elite cultural e não tivemos capacidade de formar uma boa elite política. Então há uma falha no processo brasileiro, que é o fato de que a política não está mobilizando pessoas adequadas, mas sim oportunistas.”
Se você gosta de ciência assine a Revista FAPESP. Melhor relação custo benefício que eu conheço. Veja o resto da entrevista que você lê na integra aqui.
Nunca (que eu me lembre) costumo copiar integralmente posts ou textos de outros sites, mas neste caso estou fazendo uma exceção, pois gostaria que este texto tivesse a maior divulgação possível. O original está no site do Clemente Nóbrega aqui:
———————————————————————-
Li que o Senado Federal tem 10 mil funcionários para 81 senadores (será que li direito,gente?).
Soube também que contrataram a FGV para fazer propostas para a reorganização “da casa”. Hmmmm, estou sentindo aquele cheiro no ar de novo…..
Há situações em gestão (como na vida) em que não é preciso técnica nem conhecimento, basta água e sabão. Se você não toma banho, não corta as unhas, não usa desodorante, não admira que as pessoas fujam de você. É falta de higiene,cara!
Este blog tem opinião.
Dez mil funcionários para 81 senadores? O problema do Senado da República é falta de higiene. Água e sabão. Chega de análises! Não precisa consultoria! Vão tomar banho!
Ainda no espírito dos dois últimos posts: a grande inovação brasileira , para mim, seria o desmantelamento da mentalidade soma zero que impera no “tecido” do país. Lembrem-se, há contextos em que não se consegue não ser corrupto, mesmo que não se queira ser corrupto. NÃO DEPENDE SÓ DE SUA OPÇÃO COMO INDIVÍDUO, DEPENDE DO CONTEXTO EM QUE VOCÊ ESTÁ TAMBÉM
Esta, para mim, é a tragédia brasileira.
Mudar essa mentalidade (que gente culta chama de “patrimonialista”, mas que eu, ignorante das sutilezas sociológicas, chamo de “vagabunda” mesmo) exige um tipo de líder que não existe no Brasil. E não existe porque quem “chega lá” politicamente, tem que se comprometer com o “mau cheiro” se não , não fica lá.
Ser popular não tem nada a ver com ser líder.
O tipo de liderança de que precisamos não será popular. Só pode ser exercida por uma geração de líderes que não tenha como prioridade a permanência no poder a qualquer custo. A proposta delas teria de ser o equivalente brasileiro ao “sangue, suor e lágrimas” de Winston Churchill.
Reformar os sistemas jurídico e político do Brasil é mais importante para a inovação brasileira do que políticas de “investimentos em inovação”. Essas “coisinhas” produziriam mais efeito do que todo o pré sal, do que todos os investimentos em “tecnologia” que possamos fazer, porque atuariam diretamente no coração do problema: nosso enorme deficit da noção de confiança, o que se reflete na ausência de um destino compartilhado, o que leva tanto as elites como as massas a serem soma zero.
A relação de causa e efeito entre confiança e riqueza não é perfeita (pois confiança não é o único fator que determina os níveis de cooperação de um país) mas, cá pra nós, você não acha que já temos pistas suficientes para explicar nossa incompetência em inovar, não?
Leiam isso que o Silvio Meira escreveu (lei azeredo: crítica é “paranóica”? não, não é.). Este Azeredo quer incriminar todo mundo (inclusive você que tem um iPhone do seu lado). Vejam a hipótese dos verdadeiros interessados nesta lei. Vamos ver quem financia a campanha do Azeredo. Não se esqueçam: follow the money.
Conhece algum parlamentar? Encaminhe a ele. O mal de não gostar de política é ser governado por eles. Se envolva, grite, dê sua opinião.