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Violentamente Pacífico – Bairro da Paz

August 16th, 2009 Leave a comment Go to comments
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“Se nós invertessemos os papéis, colocassemos aqui aqueles que se tem como mais claro, a elite, aqueles que se tem como sofisticados, civilizado, passasse fome mano, fosse rejeitado, fosse excluido, pagasse tudo e não tivesse acessibilidade. O brother, a tudo e todas as coisas como eles seriam? Qual seria o exemplo deles?”

“Outro fator prepoderente na parada que me deixa irritado que nos fazer perder o equilibrio é os caras que deveriam ser punido com contundencia, como está escrito na palavra que eu esqueci. Que os mestres quando vaciliam, quando os que tem mais quando vacilam devem receber duro castigo como exemplo, os caras tem imunidade parlamentar e isenção de impostos.”

“Imaginem, imaginem quando todos nos resolvermos ajustarmos as nossas contas. Imaginem quando só a título de bairro da Paz, 77.000 pessoas, resolverem montar uma quadrilha pra ir buscar o que é nosso”

“Nos estamos nos organizando para reinvididcar pacificamente para sermos violentamente pacifico e resistir pacificamente, se instrumentalizando neste aspecto, se politizando, se profissionalizando para ensinar a vocês da elite, a vocês mauricinhos, a vocês patricinhas e até mesmo pobre misseráveis do gueto”

Categories: etica, gente, pessoal
  1. Ricardo Freire
    August 16th, 2009 at 18:37 | #1

    Parece muita maconha pra pouco neurônio… Fico em dúvida se é uma “confusão de prosódia” ou “profusão de paródias”. :-)
    Pelo que deu pra entender da confusão mental, trata-se da velha luta de classes, anacronicamente defendida.
    Há até certa razão, mas o alvo errado. O problema não está “na Zelite” (essa cachorra) como classe social, e sim como poder vigente. E este poder é exercido pela classe POLÍTICA, que é eleita pela mesma choldra da qual o rapaz aí se diz representante legítimo. Classe média não elege corruptos conhecidos, e classe alta não tem voto pra isso. Quem “ponhou” o clã Sarney no poder foi a patuléia. Falta então EDUCAÇÃO. Sem ela, a sociedade e os atores políticos serão os mesmos – com ou sem “revolucionários” movidos a cannabis… :-)

  2. August 17th, 2009 at 09:58 | #2

    Ricardo,

    Sem entrar no mérito do que o rapaz disse, sua argumentação apresenta algumas falhas:

    * A classe média certamente não tem os votos, quantitativamente, para eleger candidatos, mas certamente tem os meios para derrubar presidentes eleitos e outros representantes do poder vigente – vide a saída de Collor. Qualquer que seja sua visão dos motivos, teorias conspiratórias, suporte da mídia etc, sem ressonância na classe média (ou em seus filhos) de cara pintada, nada teria ocorrido. Também a oposição à ditadura teve centro em uma classe média, urbana e escolarizada;

    * Pode-se argumentar que ainda que quantitavamente insuficiente, a classe média tem relevancia qualitativa em qualquer pleito. Seria o espelho daquilo que o país quer ser.

    * Mesmo do ponto de vista quantitativo, seu argumento não se sustenta. O The Economist já chama o Brasil de país classe média. A FGV aponta para 52% da população na classe média. ( http://www.votebrasil.com/noticia/politica/classe-media-chega-a-52-da-populacao-aponta-pesquisa-da-fgv )

    * Você fala em uma separação entre a elite e classe política. Você não especifíca a sua elite, mas assumo que seja econômica. Não fiz um estudo profundo, mas andei passeando por dados de financiamento de campanhas de deputados. Me parece haver forte correlação entre os dois dados: receber dinheiro dos grandes grupos e ser eleito.

  3. Ricardo Freire
    August 17th, 2009 at 12:50 | #3

    @Roberto Pinho
    Fala Roberto,

    - Cuidado, números são perigosos. Estatística é a melhor maneira de mentir falando a verdade… A FGV coloca famílias que ganham 2,5 a 10 salários mínimos como classe média. Tecnicamente está certo, essa seria uma faixa em torno da média. Mas isso não quer dizer que um cabra que ganhe 2,5 SM POR FAMÍLIA não seja proletário… E o problema que vejo é que a “classe operária” é quem, infelizmente, perpetua Sarneys e Calheiros da vida.
    Essa classe NÃO LÊ (vi em algum lugar que 2/3 dos brasileiros não acessam notícia escrita). Então NÃO FORMA OPINIÃO, mas tem a opinião formada.

    - Os cara-pintadas foram um movimento dos jovens junto com um APOIO (quae sera tamen) de grande parte da imprensa – e este só existiu porque Collor, PC Farias e sua gangue CONTRARIARAM interesses estabelecidos, ao tomar para si quase todas as maracutaias que estavam em outras mãos há décadas. Foi uma estranha convergência de interesses… para sorte do Brasil!

    - Não separo a elite… São inter-relacionadas. Mas não são a mesma coisa. Por um lado, há grandes grupos criminosos (até de fora, como a Máfia Chinesa) elegendo nossa elite política. Por outro, há entidades da esquerda fazendo “trabalho de base” e elegendo proletários (ou tentando, pelo menos). Meu argumento é de que o Rasta erra o alvo ao focar na elite econômica, porque (1) ela vai sempre existir e tratar de seus interesses (de forma legítima ou não), e (2) porque o que precisamos não é “suprimir” a elite, e sim limpar A CLASSE POLÍTICA. Não é invadir a Zona Sul, e sim a Zona do Congresso. Porque tudo nasce ali, das leis que perpetuam o establishment político atual à impunidade (cevada pelo excesso de recursos do Direito Processual anacrônico, pela “imunidade parlamentar” para crimes comuns, reservas de mercado para 3 ou 4 empresários em detrimento do PIB etc.)

  4. Ricardo Freire
    August 17th, 2009 at 12:58 | #4

    Roberto, relendo meu post, não gostei do início, pode parecer que o estou atacando, o que absolutamente não é o caso!

    Quando critiquei os números, dirigi-me à GV. Porque entendo os motivos técnicos deles (o IBGE e organismos de outros países definem classe média mais ou menos da mesma maneira). Mas esses números têm que ser lidos dentro do seu contexto limitado: a distribuição normal das rendas familiares de um país. Tanto é que o o IBGE, na PNAD, se preocupa com diversos outors indicadores, ao invés de se fixar na renda familiar. Assim como o IDH e outros índices expressivos.

    [ ]s

  5. August 17th, 2009 at 14:25 | #5

    Ricardo,

    - Quanto a classe média, entendo que você discordo da termilogia, ou seja, você não usa classe média da mesma forma que a FGV. Ainda assim, não se pode desconsiderar a classe média (tal como você define) como capaz de influenciar eleições.

    - O movimento Diretas Já é outro exemplo de participação da classe média.

    - Dê uma olhada nos números da campanha de Sarney. Veja o que você conclui sobvre qual foi o fator prepoderante na eleição: apoio popular ou recursos de campanha?

  6. August 17th, 2009 at 14:47 | #6

    Ricardo,

    - Comentando um outro aspecto da sua argumentação, e até seguindo o que você apresenta para o caso Collor, não consigo enxergar uma independência de opinião na classe média. O fato de ler não implica necessariamente indepedência, mas que a fonte formadora de opinião é diversa da de quem não lê.

  7. October 19th, 2009 at 00:08 | #7

    Googlando, descobri que este Ras Mc Leo Carlos é de uma banda Rasta Kebra Nagast que se apresentou no programa Solteropolis: http://www.youtube.com/watch?v=_Be7htQhUfI

  8. Frederico de Oliveira
    June 10th, 2010 at 22:08 | #8

    De fato, há uma certa imprecisão nos conceitos, mas certamente que isso é um aspecto menor no discurso desse senhor. Ele fala muito clara e lucidamente sobre o ódio de classes e sobre o poder latente da massa oprimida. Se esse poder se manifestar, o resultado pode ser ou muito positivo, se provindo de distribuição de renda, trabalho, inclusão econômica e social, cidadania, ou uma hecatombe social. Muito bom. Parabéns ao(s) realizador(es).

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