Parabéns Teradesk! Entre os 20 melhores do Android!
Parabéns a empresa baiana TeraDesk, que ficou entre as melhores aplicações no mundo para o Google Android e recebeu um cheque de US$ 100.000,00!
Parabéns a empresa baiana TeraDesk, que ficou entre as melhores aplicações no mundo para o Google Android e recebeu um cheque de US$ 100.000,00!
“Failure is the only opportunity to begin again more intelligently.” -Henry Ford
E uma excelente forma de aprender é com o erro dos outros. Roger Ehrenberg tornou público o que levou a empresa Monitor 110 quebrar (Monitor110: A Post Mortem). Como uma empresa que em 2006 foi matéria elogiosa da Financial Times quebrou? O cara tinha dinheiro, tinha visibilidade! O que ele fez de errado?
No post da autópsia ele faz a análise. Ele olha para trás e chega as seguintes conclusões:
O relato dele gerou muita controvérsia e ele preparou outro ( Monitor110 Learnings: The Good, The Bad, and The Really Bad ), olhando a parte boa e ruim.
Bom:
Ruim:
Corrigida a expressão, valeu Régis!
Leiam isso que o Silvio Meira escreveu (lei azeredo: crítica é “paranóica”? não, não é.). Este Azeredo quer incriminar todo mundo (inclusive você que tem um iPhone do seu lado). Vejam a hipótese dos verdadeiros interessados nesta lei. Vamos ver quem financia a campanha do Azeredo. Não se esqueçam: follow the money.
Conhece algum parlamentar? Encaminhe a ele. O mal de não gostar de política é ser governado por eles. Se envolva, grite, dê sua opinião.
Eu sempre me surpreendo com alguns documentos que eu encontro nos EUA tratando de politica pública em ciência, tecnologia e inovação. “Economic Welfare And The Allocation of Resources For Invention” do Kenneth Arrow da RAND Corporation, tratava em 1958 do financiamento a invenção.
Ele em primeiro lugar define invenção como um processo de produção de informação. Com esta definição ele divide o problema em dois:
O processo de produção de informação é extremamente arriscado. Qualquer companhia vai tentar mitigar o risco. Uma forma de você eliminar um risco é comprar um seguro. Como ninguem financia seguro para insucesso de pesquisa e desenvolvimento, as empresas não podem se defender deste risco, logo os gestores vão alocar recursos não ótimos ao processo de inovação. Trazendo para a nossa realidade que você tem um ativo para investimento sem risco com retorno de 13% ao ano (dobra o capital em cada 5/6 anos), quem vai investir em algo tão incerto como inovação?
O produto da inovação é informação. Como se apropriar da informação de forma que você possa comercializá-la? Patentes, copyright etc. Neste ponto o autor discute vários aspectos interessantes sobre a informação que hoje é corrente na discussão de patentes ou software livre. O autor fala que do ponto de vista econômico a melhor decisão é distribuir a informação gratuitamente, pois o custo de distribuição marginal é zero (gente, ele falou isso no meio da guerra fria, nos estados unidos, isso é quase comunismo
). Ele discute o problema de como remunerar a pessoa que correu o risco na descoberta desta informação. Ele discute que possivelmente o único meio do detentor da informação manter propriedade é mantê-la em segredo e usá-la em um processo fabril dentro da própria organização ( se eu descrevo em uma patente, eu dou a pista de como chegar lá… ). Discute a indivisibilidade da informação e por causa disso como medir a contribuição dos outros na criação deste novo pedaço de informação “standing on the shoulder of giants“. Todos os argumentos normalmente usados pelo pessoal de open source, contra as patentes etc etc etc está lá. (e todos a favor também… o cara me parece ser honesto intelectualmente… sem muitos dogmas…)
De posse destes dois elementos ele conclui que o setor privado nunca vai alocar parcelas ótimas de capital no financiamento da inovação e parte para discutir como o setor público pode alocar recursos. O processo de financiamento da inovação com base em custo, financiamento da indústria militar americana etc etc etc também esta lá.
Sempre me surpreendo com a qualidade deste tipo de documento na formulação da política pública americana. Recentemente achei este blog. É do diretor do comitê do orçamento do congresso americano. Ele descreve a audiência sobre o orçamento de saúde nos EUA. E destaca o seguinte:
A growing body of research on behavioral economics suggests that, in addition to financial incentives, norms and default options can exert a strong influence on individuals’ choices. Such findings could inform efforts to improve efficiency in the health sector.
Nunca? Nem eu.
Bola pra frente…